quinta-feira, 22 de abril de 2010

A LEI INICIÁTICA DO SILÊNCIO E O SEGREDO MAÇÔNICO

Paredão da Chapada dos Guimarães-Mt - Foto: Padilha

Ir:.A:.M:. CHARLLES CABRAL DA SILVA

SANTO ANTONIO DE LEVERGER – MT
ANO DE 2009 DA E:. V:.

Embora o título acima expresse dois objetos distintos, ambos estão intrinsecamente relacionados, como demonstrarei mais adiante.
Procurarei demonstrar a importância da Lei Iniciática do Silêncio e seu corolário, o Segredo Maçônico, na obtenção do objetivo maior do ser humano: o auto-conhecimento, ou seja o atingimento de sua totalidade psíquica, através de um processo designado pelo médico suíço Carl Gustav Jung como “Individuação”, sendo este o tema central de sua psicologia analítica.

A PISICOLOGIA

Segundo Jung, resumidamente, a Individuação constitui-se num processo de desenvolvimento da psique de um estado infantil, referenciada em apenas alguns aspectos superficiais de sua totalidade, em direção a uma expansão da consciência, tendo como meta a ser alcançada uma maior diferenciação do “si mesmo”. Desta forma passando o indivíduo a se identificar menos com os valores e referências do meio em que vive, e mais com as características advindas de sua personalidade individual.

Esse processo se dá na confrontação do “consciente” com o “inconsciente”, de forma que a consciência se concentre nas manifestações e atividades dos conteúdos inconscientes de forma a melhor compreender, aceitar e “controlar” o que antes era inconsciente e autônomo.

Em suas palavras, Jung relaciona esse processo à formação de símbolos:

“A individuação trata de processos vitais, através dos quais a personalidade em formação atinge o seu centro no inconsciente, e que, por seu caráter numinoso, serviram desde os primórdios de estímulo fundamental para a formação de símbolos.” (MSR).

Jung faz analogia entre as religiões de mistérios e os rituais iniciáticos que surgiram ao longo dos tempos, e traça paralelos entre sua tese e o modo de vivenciar este processo pela Alquimia, na qual, pelas sucessivas combinações, obtém-se o “ouro filosófico”, buscando o desapego dos objetos, o que na filosofia Hindu denomina-se “Nirvana”.

Os sistemas de simbolismo são representações de diferentes formas e perspectivas de se considerar um conteúdo autônomo da realidade interna, de maneira a proporcionar uma maior consciência de nós mesmos em abstração ao meio.

A Lei Iniciática do Silêncio e o Segredo Maçônico, enquanto símbolos, tornam-se instrumentos eficazes nesse processo, conforme demonstrado em meu trabalho anterior: “O Simbolismo Maçônico como Instrumento de Aprendizagem”.

Jung explica:

“A melhor maneira do indivíduo se proteger do risco de confundir-se com os outros é a posse de um segredo que queira ou deva guardar... segredos que só são conhecidos ou compreendidos pelos que têm o privilégio de iniciação... A necessidade de cercar-se de mistério é de importância vital no estágio primitivo, pois o segredo compartilhado constitui o cimento de coesão do grupo. No estágio social, o segredo representa uma compensação salutar da falta de coesão da personalidade individual... A sociedade secreta é um estágio intermediário ao caminho da individuação: confia-se, ainda, a uma organização coletiva a tarefa do indivíduo ficar de pé, por si mesmo, e ser diferente dos demais.” (MSR).

Contudo, Jung afirma que, a longo prazo, agarrar-se ao “misterioso”, prejudica o processo de individuação de se completar, criticando-o com veemência, sendo imprescindível apenas nos primeiros estágios, como “instrumento”.

Creio eu que se aplica com perfeição ao caso do Aprendiz Maçom, onde a Lei Iniciática do Silêncio e o Segredo Maçônico são abordados como símbolos da maior importância.

OS MISTÉRIOS

Desde a mais longínqua Antiguidade, o conhecimento filosófico e religioso tem sido transmitido de duas formas: a primeira, exotérica, destinada às massas, ao indivíduo comum, sendo de fácil entendimento e adequado ao contexto da organização social vigente; e àqueles cuja capacidade de entendimento e aptidão para discernir com lucidez as coisas sagradas e relevantes, o conhecimento era transmitido esotericamente, ou seja, de forma secreta, restrita aos “iniciados”, que gradualmente iam recebendo as instruções na medida em que assimilavam o conhecimento já adquirido, dentro de uma tradição oral.

Não se pode constatar com rigor histórico na literatura profana a extensão e os detalhes desses rituais de iniciação, mas sabe-se que eram resguardados pelo mais absoluto segredo e, quando esse conhecimento era mencionado, nos antigos textos sagrados, utilizava-se de alegorias e símbolos.

Os textos antigos relativos a tais “Mistérios” chegaram até a época atual através descobertas arqueológicas, ou surgindo de tempos em tempos nas mãos de colecionadores de antigüidades, e comercializados num “mercado negro” altamente lucrativo, tem sido, na época moderna, objeto interesse de grupos poderosíssimos devido às revelações dos segredos descritos em seu conteúdo. O Silêncio é o pressuposto básico na manutenção desse conhecimento secreto e também é imprescindível na obtenção de tais documentos. Nunca se sabe ao certo quem está vendendo ou comprando. São utilizados, para isso, intermediários que se encontram secretamente, jamais sendo revelada a fonte e o destinatário dessas negociações.

Michael Baigent em seu livro Os Manuscritos de Jesus, comenta:

“Obviamente existiam no antigo Egito certos mistérios cultuais que apenas os iniciados conheciam. A partir dos primeiros registros, é possível constatar que... nesses templos, tanto homens como mulheres eram iniciados em seus segredos, embora também fossem orientados a manter segredo sobre o que viam. Com efeito, mantinha-se silêncio sobre tudo o que se relacionava aos segredos do templo. Entre os muitos textos extraídos das paredes do Templo de Hórus em Edfu consta o aviso direto: ‘Não revele o que você viu dos mistérios dos templos’.” (OMJ, pag.160/161, 169).

Mais à frente Baigent assevera:

“O seu conhecimento se soma a muitos outros indícios da existência de ensinamentos esotéricos e místicos ministrados secretamente dentro do Cristianismo. No final do século II, porém, esses ensinamentos foram relegados a segundo plano. Foram rebaixados e tiveram sua validade rejeitada até que caíssem no esquecimento... e (sugere) duas razões para isso: primeiramente, como os mestres hereges adotaram os ensinamentos esotéricos quando as heresias foram condenadas, os ensinamentos secretos foram igualmente condenados. Em segundo lugar, percebeu-se que para intensificar seu apelo universal, o cristianismo precisava se livrar de quaisquer doutrinas inacessíveis à massa dos fiéis. Ao mesmo tempo, com a ascensão dos evangelhos escritos, a tradição oral, até então o principal veículo de difusão dessas tradições secretas, perdeu sua importância.” (0MJ, pág.235).

Daí o motivo pelo qual esses textos antigos adquirem tanto valor comercial. Não só pela sua antigüidade, mas sobretudo pelo conteúdo secreto que eles encerram, lançando luz a um passado de mistérios, envolvendo crenças atuais sedimentadas como verdade absoluta.

Como vimos, a Lei do Silêncio é uma consequência direta da existência de um conhecimento secreto relacionado à iluminação subjetiva que, obviamente, é sentido por cada indivíduo de maneira diferente uns dos outros.

Tais ensinamentos eram ministrados por todas as fraternidades iniciáticas da Antiguidade, as quais impunham drasticamente a Lei do Silêncio com o objetivo de salvaguardar o Segredo.

A MAÇONARIA

Na época operativa da Maçonaria, esta era possuidora de segredos. O talhador de pedra era detentor de um conhecimento específico relativo ao bom desempenho de seu trabalho. E com isso, era possuidor de uma diferenciação na sociedade, de forma que os sinais de reconhecimento mútuo constituíam, também, um segredo guardado com zelo.

A Maçonaria especulativa, sociedade iniciática herdeira dessa tradição e desse conhecimento, manteve a obrigatoriedade do segredo, resultando do fato de que, sendo seus membros solidários entre si, estabeleceu-se um contrato formal de reciprocidade e utiliza, também, a Lei do Silêncio e o Segredo como ferramenta básica, num processo de aperfeiçoamento da personalidade do homem. Nesse processo o aprendiz deve apenas ver, ouvir e calar, num exercício constante, obrigando-o a disciplinar suas idéias.

Esta rígida disciplina é o motivo pelo qual deixam sem réplica ou defesa, tanto no passado como hoje, ataques e calúnias dirigidas à Ordem e aos seus membros.

Nos dias atuais, a palavra segredo foi tomada como um símbolo de discrição e, como símbolo, está sujeito a uma interpretação subjetiva, tornado-se um segredo pessoal, implicando desta forma na obrigação ao silêncio. E a melhor maneira de se manter um segredo, é fazer silêncio em torno dele.

Citando Nicola Aslan:

“A Lei do Silêncio nada mais é, portanto, que um perpétuo exercício do pensamento. Calar não consiste somente em nada dizer, mas também em deixar de fazer qualquer reflexão dentro de si, quando escuta alguém falar.”(CRA, pág. 319).

Assim procedendo pode-se compreender melhor a idéia passada pelo orador, sem se distrair com seus próprios pensamentos, e depois, refletindo sobre o que ouviu, encontrar-se-á a verdade em suas conclusões.

Não é necessário dizer que tal disciplina não é fácil. Implica em treinamento e exercício, visto que no mundo profano estamos acostumados a manifestar nosso pensamento e combater as idéias livremente. Deste sacrifício resulta, para o Maçom que o pratica, benefícios morais e espirituais de inestimável valor, que o auxilia no desbaste da “Pedra Bruta”.

Citando Oswald Wirth, Nicola Aslan escreve:

“Proibir-se a si mesmo de falar, para limitar-se a ouvir, é uma excelente disciplina intelectual, quando se quer aprender a pensar. As idéias amadurecem pela meditação silenciosa, que é uma conversa consigo mesmo. As opiniões raciocinadas resultam de debates íntimos, que se realizam no segredo do pensamento. O sábio pensa muito e fala pouco.” (CRA, pag.330. grifo meu).

Com base nesses ensinamentos, vemos que a disciplina do Aprendiz Maçom, está limitada ao silêncio e à meditação. No princípio, aos aprendizes, era proibido conceder a palavra em Loja. Embora hoje essa proibição seja tácita, é exigida de forma simbólica e deve ser mantida para se atingir os objetivos almejados.

De outra feita, e segundo orientação de Edouard E. Plantagenet, as sessões do Primeiro Grau são destinadas precipuamente para a instrução dos Aprendizes, sendo de todo inoportuno tratar de assuntos que nada têm a ver com este objetivo e, se assuntos de outra natureza estiverem sendo discutidos em Loja, o Aprendiz deve abster-se de se manifestar, e menos ainda, envolver-se em discursos, o que só demonstraria falta de humildade de sua parte. Contudo, aos Aprendizes, é dado o direito de voz e voto. É lícito ao Aprendiz pedir a palavra para fazer perguntas, que servem para sua instrução e obriga aos Mestres estudar para que não fique sem resposta.

Portanto a Lei do Silêncio é uma disciplina de suma importância. Falar muito implica em pensar pouco, e o objetivo da Maçonaria é tornar seus adeptos mais pensadores que faladores, visto que a verdade não se obtém com muitas palavras e discussões, mas sim pelo estudo e pela reflexão.

Nas palavras do Ir:. L. Cousseau, em seu trabalho “O Maravilhoso Ensino Maçônico”:

“O aprendizado é o período de meditação e de silêncio. O Aprendiz não pode tomar a palavra se não a convite do Venerável...

Para estar em situação de entender o conteúdo interior da linguagem quando ela se torna simbólica, é essencial aprender previamente a ouvir. Ouvir é uma ciência...

Mas há, nesta Lei do Silêncio, algo de mais importante. Aprendendo a refrear o desejo de falar, o Aprendiz pratica, consciente e inteligentemente, a conservação de forças que seriam desperdiçadas. Pouco a pouco ele controla seus impulsos e esta força que poderia ser gasta, fazemo-la nossa.

Esta prova tem por finalidade o desenvolvimento da vontade e permite atingir um maior domínio de si mesmo. Não esqueçamos que só um homem capaz de guardar silêncio, quando necessário, pode ser seu próprio senhor.” (CRA, pag. 339).

Mais adiante Henri Durville preceitua:

“Não digas senão poucas palavras. Não faças gestos inúteis. Para que servem estes movimentos vãos? Se tens necessidade de afirmar a ti mesmo a tua própria vontade, antes de dizê-la aos outros, é que és muito pouco teu próprio senhor...

Os movimentos musculares e os pensamentos estão em estreita correlação. Os grandes nervosos estão fisicamente agitados porque seus pensamentos se sucedem em seus cérebros sem tempo para produzir frutos...

Aprenderás assim a melhor conhecer os homens ao ouvir suas conversas e ao estudar seus gestos, e lá, como em outra coisa, este novo conhecimento há de trazer-te uma nova felicidade.
Entra, novo iniciado, no Templo aberto diante de ti. Compreenderás o significado da estátua de Ísis que medita, um dedo sobre os lábios.” (CRA, pag.341/342).

BIBLIOGRAFIA
Jung, Carl Gustav. Memórias, Sonhos, Reflexões. Ed. Nova Fronteira
Baigent, Michael. Os Manuscritos de Jesus. Ed. Nova Fronteira
Aslan, Nicola. Comentários ao Ritual de Aprendiz. Ed. A Trolha

O Ser Humano e suas Limitações


M:.M:. Antônio Padilha de Carvalho

O admirável psiquiatra Austríaco Viktor Frankel, considerado um dos pais da psicologia humanista, após haver estado em vários campos de concentração, de trabalhos forçados e de extermínio, durante quatro anos na segunda guerra mundial, ao retornar à sociedade, fez uma panorâmica dos conflitos que aturdem o ser humano. Analisa Viktor Frankel que o índice de suicídios no campo de Auschwitz era relativamente mínimo, aquelas pessoas que viviam condições sub-humanas, lutavam para sobreviver, haviam perdido praticamente tudo, familiares, bens, a dignidade humana, e apesar disso empenhavam-se em sobreviver aos maus tratos e a hediondez, porque as suas vidas eram portadoras de um sentido.

Ao retornar a Viena e recomeçar a sua clínica de psiquiatria, após haver perdido a mulher, desde a entrada no campo de Auschwitz, Viktor Frankel, procurou dar uma mensagem ao mundo que estivesse carregada de otimismo, de esperança e perguntava-se por que a criatura civilizada, com tantas comodidades científico-tecnológicas, por qualquer motivo procurava desertar da vida, mergulhar no abismo covarde do suicídio.

Quando o paciente chegava-se até sua terapia e lhe falava:
- Doutor por pouco não me matei.
Ele contra-interrogava: - E por que não o fez? A pessoa apresentava um choque e redargüia:
- Porque eu tenho razões para viver! O senhor acha que deveria ter me matado?
- Não, eu não acho nada. Eu apenas desejo saber por que você não atendeu ao impulso covarde da fuga.
- Porque tenho uma mulher um filho... tenho ideal... então, ele realizava a terapêutica partindo da conclusão do próprio paciente. E estabeleceu que nossa vida tem um sentido existencial: a busca da felicidade.

A busca da felicidade eis a meta pela qual nós estamos na Terra. Para entendermos, no entanto o que é felicidade, recorramos a uma breve história da filosofia.

A filosofia nasceu para ensinar à criatura humana a sua própria realidade, as suas ambições, as suas metas, os seus anelos, e para poder explicar as razões da vida os filósofos enterraram-se em interrogações a respeito da morte.

Para que a vida tivesse sentido era necessário decifrar-se o enigma da morte. E as primeiras manifestações filosóficas no Oriente ancestral, é de que a morte é uma porta de entrada para a vida.

Nas obras básicas do pensamento da Índia , no Vedanta, a coleção de obras magistrais. O ser é criado por Brama, e inicia-se a sua trajetória partindo das primeiras manifestações do psiquismo, passando pelos diversos reinos da natureza, até atingir a sua humanidade e mais tarde a angelitude.

No Bhagavad-Gita, ou nos Upanichadas, o mestre, orienta o discípulo. Krishna trabalha a alma de arjuna, para que ele possa identificar as necessidades reais da vida e superar as necessidades secundárias, as aparentes, às quais todos nós damos muito valor.

Transferindo-se da índia, nós iremos beber nos santuários Egípcios a revelação da imortalidade da alma, através dos Hierofantes, graças aos quais, a sabedoria dos Deuses vertia na direção do ser humano, apontando pelas reencarnações, o processo sublime das transformações.

No Tibet, a realidade também da vida e da morte, está assinalada pelo processo da transformação moral, etapa a etapa, a criatura ascende do pleno da consciência até lograr um estado cósmico e sucessivamente.

Ao transferir-se para o ocidente, a Grécia ancestral apresentará uma plêiade de filósofos que estão preocupados em interpretar o sentido da vida, partindo do simples para o composto, enquanto outros partem da matéria para a energia.

Anaxágoras, filósofo pré-socrático, asseverava que o Universo está nas suas partículas e que em cada partícula se encontra o todo, que naturalmente é o resultado da fusão de todas essas partículas. Com justiça, será considerado mais tarde um dos grandes idealistas da física quântica.

E avançando na esteira das observações filosóficas, nós iremos encontrar Epicuro, Lucrécio, Leocipo, Demócrito, que estabelecem ser a vida destituída de significado. Para os três últimos, a vida é o resultado da aglutinação de átomos, que ao se desagregarem reduzem a vida ao caos, ao nada. Asseveravam Leocipo, Lucrécio e Demócrito que a vida é o resultado de três fatores essenciais: Os átomos, os movimentos e o vácuo. Quando eles se aglutinam a vida se manifesta, e quando ocorre qualquer distúrbio, a vida se desarticula, serão os pioneiros do materialismo mecanicista. E ao mesmo tempo aparece no cenário do pensamento Grego: Sócrates, Platão e Aristóteles, que estabelecem ser a vida conseqüência de realidade pré existente e sobrevivente à adjunção molecular.

Para Sócrates e Platão, a vida era constituída do mundo das idéias, esse mundo das idéias é o mundo metafísico, de onde todos viemos e para onde todos retornamos. A vida humana seria constituída de dois elementos: o ser, que é a idéia, o espírito imortal, e o não ser, que é a sombra. Quando a sombra se desestrutura, o corpo, liberta o ser que volta ao eidos, ao mundo das idéias, por isso mesmo preconizavam a reencarnação, a comunicabilidade dos espíritos e a ética moral como sentido da vida.

Logo depois, Aristóteles. discípulo de Platão, por sua vez discípulo de Sócrates, asseverava que existe o terceiro elemento: a intelequia que é o corpo de ligação entre a matéria e o ser. É nesse período que a busca da felicidade estabelece várias escolas do pensamento.

A primeira escola é de Epicuro. O grande filósofo diz que a vida não tinha nenhum sentido. O sentido da vida é o prazer. Que estamos na Terra para gozar, para desfrutar... porque a criatura humana é herdeira de três instintos primários, e esses três instintos primários predominam. A nossa organização emocional, fisiológica e psíquica: comer, dormir e praticar o sexo.

Então Epicuro estabelecia que o sentido da vida é ter, porque aquele que tem, compra, e aquele que compra goza. Seria o nascimento do capitalismo.

Nós vamos ver na proposta Epicurista, também chamada Hedonista, uma proposta também de beleza, porque o Hedonista cultiva o belo, a arte, a manifestação da eloqüência, da retórica, da oratória, da poesia, mas com um sentido de um prazer. Prazer que uma pessoa deve desfrutar até a exaustão dos sentidos. E Epicuro proponha que cada um de nós, reuníssemos o máximo que pudéssemos, tivéssemos além da capacidade de controlar, para que o prazer estivesse sempre presente em nossa vida. E a sua proposta filosófica tomou conta da Grécia magna, lentamente porém, aqueles Epicureus perceberam que o prazer não trazia o sentido pleno para a felicidade, porque o prazer é voraz, ele permanece como uma labareda quando tem combustível, depois apaga-se, e desaparece. Será que a felicidade é ter? como ainda pensam muitas pessoas. Se eu tenho eu compro. Não compra o amor; Não dilui a saudade; Não muda as ocorrências da vida, mas tenho o prazer.

Será que a vida consiste em comer? Para atender o estômago e renovar, essa preservação da maquinaria, constatou-se que comer bem, bem comer e comer muito não dá felicidade, dá indigestão.

Então a felicidade não pode ser essa frustração que vem depois dos acepipes, das mesas lautas, e fartas, então a felicidade é o gozo sexual.

Já naquela época, Epicuro previa esta época. Eis que o sexo saiu do setor genésico e está nas cabeças das pessoas. Vive-se hoje o espetáculo do sexo. Mas será que o sexo dá felicidade? De maneira nenhuma! O sexo dá cansaço, porque depois da comunhão sexual ao Invés da felicidade e daquele êxtase que passou, vem o tédio, a indiferença e não poucas vezes a frustração. E a pessoa atormenta-se por um novo esquema, até atingir as aberrações, quando não descamba para as drogas estimulantes ou pelas drogas aditivas. Será então o sexo a felicidade anelada? E os discípulos de Epicuro constataram que não. Então dormir, aqueles que dormem muito não são felizes, são preguiçosos. Estão sempre com mais sono, porquanto, à medida que se afrouxam as medidas orgânicas na hipnose, mais vontade tem de dormir. Então a felicidade não é ter, porque ter é fenômeno dos sentidos e a felicidade é uma emoção.

Podemos ter gozos de efêmera dilação. A felicidade é um estado interior de plenitude como estabeleceu o apóstolo Paulo: “Na abundância ou na escassez eu sou o mesmo, na saúde ou na doença eu sou o mesmo”. Aqueles Epicuristas são muito gentis quando tudo está favoráveis a eles, quando algo os desagradam, desvelam as suas frustrações e conflitos, tornando-se agressivos quando não profundamente antipáticos.

Se a felicidade não é ter, que será a felicidade?

O outro filósofo, Diógenes, criou uma segunda escola.

A felicidade não é ter, dizia ele. Por que as pessoas que tem são escravas daquilo que tem, e têm medo de perder a posse. Era como se ele estivesse vivendo no mundo de hoje.

As pessoas têm jóias, mas não usam, porque têm medo de serem roubadas. Guardam nos cofres e as pessoas muito ricas, têm as jóias autênticas e as imitações, porque se o ladrão roubar não levou nada. Não são donos das jóias, as jóias é que são donos deles. Tornam-se escravos daquilo que têm.

Então dizia Diógenes: a felicidade verdadeira consiste em não ter nada! Porque quem não tem nada não pode ficar pior do que já está. A felicidade, portanto, consiste nesse despojamento, e é provável que essa filosofia que deu margem ao brocardo popular: “O homem feliz não tinha camisa”.

Será que a felicidade é não ter? Diógenes criou então a filosofia cínica. E certo dia estava ele em Atenas falando a uma estátua, quando alguém admirado perguntou-lhe: - Diógenes, você está conversando com uma estátua?
– Sim!
- Mas tu não sabes que a estátua é de pedra?
- Sim!
- E não sabes que as pedras não ouvem?
– Sim!
- E por que estás falando com as pedras?
– Para acostumar-me com o silêncio da pedra, a fim de ter paciência com a estupidez de quem fala. Era o filósofo.

Estando em Corinto, a sua cidade natal, Alexandre, o grande da Macedônia, havia terminado de conquistar o mundo, e naturalmente a Grécia. E ao chegar a Corinto, soube que Diógenes ali vivia. Alexandre, era discípulo de Aristóteles, que absurdo! E amava a filosofia de Diógenes, que paradoxo! Desejou então ter um contato com Diógenes e pediu ao Governador de Corinto que levasse Diógenes à sua Galera, que estava ancorada no porto. O Governador, correu à casa de Diógenes, uma casa miserável nos arredores da cidade, e encontrou o filósofo que escrevinhava no chão, no pó. Então o Governador disse-lhe:
- Diógenes, Alexandre Magno, o conquistador do mundo quer conhecer-te e mandou pedir-me que eu te leve até ele, e se eu não te levar, ele arruinará toda a cidade de Corinto, não deixando pedra sobre pedra, - vem comigo! E Diógenes disse:
- Eu não vou!
- Mas Diógenes é Alexandre o conquistador da Terra, ele quer conhecer-te!
– Mas eu não quero conhecê-lo!
- Mas ele quer que tu vais lá!
- Eu não vou! Se ele é quem quer me conhecer que venha cá!
- Mas Diógenes! Ele mandou dizer que destruirá Corinto!
- Aleluia, que destrua! Porque aí não teremos mais medo de um monstro igual a ele. Ficaremos em paz. E não foi.

Quando Alexandre soube, achou isso notável. A coragem do filósofo, e resolveu então visitá-lo. Foi com os seus generais, a sua corte e ao chegar à casa em que estava Diógenes, Alexandre abriu os braços à porta e olhando o filósofo ali aos pés: Trago-te, disse ele, a metade do mundo. Venho dar-te a metade da Terra, venho convidar-te para que governe o mundo comigo. Eu serei o governador militar e tu serás o filósofo que me dirás o que eu devo fazer. Todos estavam emocionados, os bajuladores. Diógenes levantou-se com desdém, deu-lhe um empurrão e disse:
- Senhor, não me tome aquilo que não pode me dar. E saiu. Alexandre ficou a reflexionar, o que ele estava tomando daquele miserável? E percebeu que estando à porta projetava sombra, tomava o sol, o sol ele não podia dar a Diógenes. Alexandre desculpou-o, viajou, morreu três anos depois e Diógenes sobreviveu por muitos anos.

Então ele dizia que felicidade é não ter nada! Mas será que não ter nada dá felicidade?

Num mundo tão agitado, cheios de problemas, desafios e necessidades, pelo menos aquele mínimo, para uma vida digna, mas infelizmente, Diógenes tem alguma razão, porque existem pessoas que são escravas do que não tem. E isto é cruel.

Joana de Angelis, Espírito de luz, nos esclarece que possuímos tudo que é necessário para nossa felicidade, mas estabelecemos que a felicidade é uma condicional e criamos essa conjuntura: Eu só serei feliz quando... perdendo os melhores momentos de felicidade. Eu só serei feliz se... e perdemos as melhores horas de felicidade. Então a felicidade não é a falta de recursos. Que será a felicidade?

O terceiro filósofo, Zenon de Cicio, estabeleceu que a pessoa é infeliz porque tem medo. Tem medo de perder o emprego, o namorado, o marido; tem medo de perder a saúde, da doença, tem medo da morte. Uma verdadeira filosofia de vida é estóica., em que a pessoa enfrenta a vida com estoicismo, com coragem, com elegância, com elevação. E a doutrina do Mestre Zenon, ofereceu vultos grandiosos à historia da humanidade.

Marco Aurélio, Imperador de Roma era estóico, escreveu seus aforismas em campo de batalha matando os inimigos o que é um paradoxo.

Nero foi educado por um estóico. O estoicismo brilhou, mas nós não podemos viver na expectativa do esforço para vencer a dor física, porque de repente vem a dor moral. A ausência de um ser querido, como preencher a lacuna da saudade? Por mais estoicismo, esse vazio existencial que o poeta Estivensson definia como a presença do ser ausente a ausência do ser presente. Por maior que seja o Estoicismo, uma dor pungente, avassaladora. Que será a felicidade interrogou-se? E Sócrates estabeleceu que a felicidade não é só ter ou em deixar de ter, consiste em ser. Ter mais, para atormentar-se. O essencial é ser mais e cada vez melhor. Então Sócrates pregava a filosofia idealista, a felicidade resulta de três fatores essenciais: Uma consciência tranqüila; Um coração pacificado e um caráter reto.

Somente quem age com retidão, tem um coração harmonioso, uma consciência honesta. E de tal forma Sócrates pregava o idealismo que Platão estabeleceu como precursores do Cristianismo.

Assevera Platão num dos seus aforismas: “Se a morte ceifasse a vida, bom negócio faria os maus, porque depois de haver atuado com indignidade morriam e tudo se acabava. Mas para eles não é exatamente assim, porque a vida continua e eles serão chamados à consciência, à prestação de contas.”

A felicidade do ponto de vista socrático está exarada numa conduta reta, como escreveu Buda: “Em uma consciência reta, em um pensamento reto, em palavras corretas e em atitudes retas.” Somente assim a pessoa tem uma felicidade interior e consegue superar quaisquer más inclinações, com as condições subjacentes do convívio social.

E Sócrates viveu integralmente a sua proposta. Ele preconizava naquele momento, que os jovens deviam rebelar-se contra a tirania dos governantes. Atenas viveu o período dos setenta tiranos. A palavra tirano em grego diverge do conteúdo latino. Não eram homens perversos, porque alguns deles eram amantes das letras e eram benfeitores da cultura. Mas eram homens que tomaram o poder. E Sócrates pregava a liberdade total. Graças a isso, ele foi condenado por corromper a juventude.

Determinado segmento de opção sexual contemporânea, assevera que Sócrates corrompia a juventude sob o aspecto moral-sexual, não é verdade.

A proposta filosófica Grega era de que libertando os jovens corrompia-os contra o poder totalitário, e por isso, ele foi levado a julgamento.

No julgamento que ficou célebre, narrado por Platão mais tarde, o juiz teve ocasião de lhe dizer:
- E agora por fim eu condeno-te à morte. E Sócrates sorriu.
– Mas tu sorris? Eu te condeno à morte!
- Oh! Senhor que asneira! Todos nós quando nascemos, já nascemos condenados á morte, o senhor não está dizendo nada mais do que uma coisa que eu já sabia.
- Mas eu te condeno à morte antes do dia em que tu deverias morrer...
- Não sei, porque na minha vida está a fatalidade de morrer no dia da sua condenação. E foi levado para o cárcere. Às vésperas de ser consumada a sentença, Criton, um dos seus discípulos, correu até e ele e disse no cárcere:
- Mestre, eu venho dar-te a liberdade! E Sócrates lhe perguntou:
- Qual liberdade?
– Arrancar-te da cela, da cadeia.
– Mas Cliton, eu não estou aprisionado. Eu sou livre, porque eu sei pensar, e todo aquele que sabe pensar voa com o seu pensamento e sua imaginação. Prisioneiros estão aqueles que têm vícios, porque aonde quer que vão, os vícios escravizam-nos. E como logrará eu evada da prisão?
– Porque na tarde de hoje, disse-lhe o discípulo, a cela dormirá aberta então evadirás Mestre.
- E como conseguiste?
- Nós reunimos jóias da família e subornamos os guardas.
- Mas Criton, tu crês que eu saia daqui para que?
- Para nos ensinar dignidade, verdade, honradez...
- Que mau filósofo tu és! Tu praticas um ato de indignidade, o suborno, com um jovem que não tem honradez, porque vendeu a dignidade, e pedes para que eu apóie o ato, para que eu fuja e depois eu preconize a honradez, a verdade, a dignidade? Enganas-te, enganai-vos todos vós meus discípulos, volta e dize-lhes que eu não fugirei!
- Mas Mestre... amanhã te matarão!
- A mim não Criton. Sócrates é imortal. Rasgarão o corpo, mas é uma endumentária. Sócrates viverá. Volta e dize-lhes que Sócrates é livre e viverá.

No dia seguinte, no pátio da prisão, diante de todas as testemunhas, quando o guarda trouxe-lhe o vaso de alabastro com cicuta para matar dez cavalos, o soldado comoveu-se, olhou para aquele homem e disse-lhe: - Senhor ainda tem uma hora. Ele disse: - Uma hora... é tão pouco para quem tem a eternidade. E bebeu a cicuta.

Quando começaram os estertores, Criton arrebentou a defesa policial e correu até o ele, ajoelho disse: - Mestre aonde quer que nós sepultemos o teu cadáver? Ele ouviu e quase num esforço inimaginável e lhe trouxe à consciência a resposta e disse: - O cadáver joga-o em qualquer lugar porque Sócrates não está mais dentro dele. Criton, não esqueça de pagar um galo a Asclépios que eu estou devendo.

Asclépios era o Deus da Medicina. E não morreu, entrou na eternidade cheio de vida. A quase três mil anos depois ei-lo aqui entre nós. Falando a respeito da felicidade de Sócrates. E se eu perguntar por acaso aos senhores o nome de um dos setenta tiranos eu duvido que alguém me responda, se souber eu agradeço., porque a história não registrou nem o nome do soldado que lhe levou o cálice de cicuta, mas do homem integral, do homem feliz, do homem livre, a história guardou toda uma proposta filosófica a respeito da felicidade.
Tudo que é "perfeito" tem limites impostos pelo seu próprio ser ou estado de "perfeição": um ser que manifeste as suas qualidades não o pode fazer sempre em todos os aspectos.
O imperfeito, além de não manifestar sua potencialidade, quando o faz, pode fazê-lo de modo a não preencher as características do seu ser.
O homem é um ser social e possui uma individualidade. Não é perfeito e portanto, sob diversos aspectos, limitado. Precisa viver consigo mesmo e com os outros, porém, as leis pessoais não são as mesmas que as sociais.
Pelo valor que é a individualidade, alguns homens são melhores em certos aspectos; outros, em outros, e assim a sociedade se completa e a vida social é possível. Mas a moeda tem outra face e o fato das pessoas diferirem em tantos aspectos pode gerar atritos de valores.
Os limites das pessoas também são diferentes. Neste ponto começa o limite entre o pessoal e o social. Existem situações que podem ser ignoradas, passíveis de serem aceitas, em prol da sociedade, do bem comum. Mas o limite não é fixo, pode variar muito: toleramos algo numa manhã, mas se o mesmo assunto for apresentado à noite..., passa dos limites.
Quereríamos que este limite fosse mais elástico, e de certo modo o é. O limite da tolerância tem por um lado a manutenção da individualidade e por outro a inclusão do individual no social. Se isto não ocorrer, alguns perdem sua individualidade e outros são excluídos e preferem se isolar do convívio social.
Neste conviver, o homem percebe que seus sonhos nem sempre são realidades quando se analisa na perspectiva do tempo. A certeza da morte o incomoda, seja pelo desejo de realizar-se, de deixar uma contribuição para a sociedade, ou pelo nihilismo teórico-prático em que muitos podem mergulhar.
Nossa liberdade é o preço da nossa existência, segundo Rodríguez-Rosado (1976).
Existimos como seres humanos livres. Se não tivéssemos liberdade, nossa existência com certeza não seria da mesma forma. Seríamos outros seres, incapazes de optar, pois nosso protocolo seria rígido.
Ao optar, por exemplo, entre ficar em casa estudando ou sair com os amigos para descansar, em qualquer um dos casos, mostraremos que somos livres - e responsáveis -, mas pagaremos o preço da nossa livre decisão.
Cada ser humano pode optar, e ao escolher exclui algo. E todas as nossas ações podem ser vistas por terceiros, que nos rotulam em função das nossas ações.
Existimos e somos, mas nem sempre gostamos de ser rotulados pelos nossos defeitos, modos etc. Algumas pessoas possuem defeitos mais evidentes, que se manifestam no convívio social. A semelhança de uma verruga negra e grande na ponta do nariz; caso estivesse escondida em outra parte do corpo, chamaria menos a atenção. Assim são nossos defeitos. Muitas vezes eles são evidentes, outras não.
A mente humana por vezes tende a caricaturizar em função dos traços ou atitudes negativas daqueles que nos cercam. Melhor seria ver os aspectos positivos dos outros: é mais fácil ensinar algo do que fazer alguém esquecer alguma coisa. Assim, poderíamos afirmar que a primeira impressão é a mais forte. Mas as pessoas mudam, por conta própria ou com a ajuda de terceiros. E no processo de mudança se percebe, por um lado, um limite pessoal; por outro, uma tolerância social.

A evolução espiritual, que se processa através das múltiplas existências, é lenta mas sempre progressiva.

Nenhum espírito adquirirá asas de improviso.

A conquista de uma única virtude exige do espírito repetidas lições a fim de que possa incorporá-la integralmente ao seu patrimônio moral.

Ninguém muda ninguém, sem mudar-se primeiro.

O Mestre Jesus ensinou o caminho que deveremos percorrer com os nossos próprios pés.

A conscientização é um estágio que cada espírito deve alcançar por si mesmo.

Podemos contar aos outros as experiências vivenciadas por nós, mas não temos como transferi-las àqueles que nos ouvem.

Ninguém se furtará aos embates da vida e a sua entrevista pessoal com a verdade.

Embora seja chamado a viver em sociedade, o homem deverá escalar sozinho o monte de sua própria redenção espiritual.

Por isso, em meio à massa humana, observamos as virtudes isoladas de alguns sobressaindo-se aos vícios da maioria, à feição do lírio que desponta no charco.

Caminhemos adiante, passa a passo, convictos de que a distância que nos separa dos Anjos ainda é a mesma que separa o verme do Sol.

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terça-feira, 26 de maio de 2009

AS VIRTUDES



FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE

Fernando Bicudo Salomão

A natureza humana é dotada de forças habituais, enraizadas, muitas vezes adquiridas pela repetição constante dos atos correspondentes. Essas forças são chamadas habitus. Os habitus podem ser bons ou maus. Habitus bom, chama-se virtude. Habitus mau chama-se vício. Estamos, aqui, falando da natureza, forças comuns a todos os homens, virtudes naturais.

As virtudes são, então, como que uma força habitual, que não desaparece com facilidade, que nos leva a viver retamente, praticando o bem e evitando o mal. Elas sempre acompanham a graça santificante. Nós recebemos as virtudes pela primeira vez na hora do Batismo.

Quando nós não praticamos atos de virtude, acabamos adquirindo na alma uma força má, que é o contrário da virtude. Esta força má chama-se vício. Os vícios também são muito difíceis de desaparecer. Por isso é preciso muito esforço para não deixar eles entrarem em nosso ser, pois nos levam a pratica de atos errôneos.

Existem virtudes que nos levam a conhecer e amar a Deus e também a todos os irmãos - são as virtudes teologais, a Fé, a Esperança e a Caridade.

As Virtudes Teologais

As Virtudes Teologais, como o nome indica, são as virtudes que nos fazem agir bem em relação a Deus e ao próximo. Elas são essencialmente sobrenaturais, pois, além de serem dons divinos, elas se dirigem a Deus nos seus atos. E isso deve nos levar a agradecer muito ao GADU. Além de nos ajudar a praticar os atos de virtude necessários para o nosso dia a dia, nos infunde na alma virtudes tão especiais que nos levam à sua intimidade, nos devolve a imagem e semelhança divinas que perdemos pelo pecado.

Vamos ver que a Maçonaria tem glorificado a Fé, a Esperança e a Caridade. Sem prejuízo, porém, tem repelido a Fé pela ciência; Tem repudiado quimeras com as quais o homem infante embalava sua imaginação, e até a Caridade, quando orgulhosamente revestida da forma de esmola.

A Virtude da Fé( DO LATIM FIDES )


HEBREUS, 11.1 – “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem."

Deus revelou-nos os seus segredos divinos. Tudo o que Ele diz é verdade, pois Ele é a Verdade Eterna. Por isso devemos aceitar como verdade tudo aquilo que nos revelou, sabendo com segurança que tudo é verdade, e edificar nossas vidas sobre esta base: Devemos crer em Deus.

Não podemos crer, ou seja, praticar atos de Fé, sem a graça de Deus. A Fé é como os olhos da alma, com os quais podemos perceber, desde já, os mistérios divinos que contemplaremos face a face no céu.

A Fé é como uma raiz da qual nascem todas as demais virtudes.

A Virtude da Esperança ( DO LATIM SPERARE )


Sentimento que leva o homem a olhar para o futuro, considerando-o portador de condições melhores que as oferecidas pelo presente, de tal sorte que a luta pela vida e os sofrimentos são enfrentados como contingências passageiras, na marcha para um fim mais alto e de maior valor. Do ponto de vista teológico, a Esperança é uma virtude sobrenatural, que leva o homem a desejar Deus, como bem supremo.

A virtude da Esperança é uma virtude infusa por Deus em nossa alma.

Sabemos que a Fé nos traz um conhecimento certo de Deus. Sabemos também que a virtude da Caridade nos traz o verdadeiro amor do Grande Arquiteto.

É justamente por isso que temos a virtude da Esperança. Com ela sabemos que Deus nunca deixará de nos ajudar com suas graças e por isso estaremos sempre prontos para lutar contra as coisas erradas e contra nossos vícios. Com isso fica claro que nossa vida de virtudes nos ajuda a conquistar o bom caminho na escada de Jacó, pois quando praticamos o bem e fugimos do mal, recebemos a recompensa de Deus.

Na nossa vida, precisamos viver sempre em função da Fé e da Esperança, pois esta vida se realiza, na verdade, pelo amor de Deus, que é a terceira virtude teologal, a Caridade.

A virtude da Caridade ( DO LATIM CARITAS )

”A caridade é paciente, é benigna a caridade não é invejosa, não é temerária; não se ensoberbece, não é ambiciosa; não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça; mas folga com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo sofre”.

AMOR, DE "CARUS" = CARO, de alto valor, digno de apreço, de amor. Identifica-se hoje, freqüentemente, a caridade como um afeto piegas que se traduz por gestos de assistência paternalista. O termo evoca, imediatamente, a idéia da esmola, tanto que a expressão: viver da caridade pública, significa viver de esmola. No entanto, caridade é algo bem mais profundo. É um amor desinteressado pela pessoa humana, motivada pelo seu valor excelso e incomparável dignidade. Para o cristão, ela tem referência teologal: é o amor de Deus, em si mesmo, e amor ao próximo, enquanto imagem de Deus. A caridade se baseia na mais profunda fraternidade que une a todos os homens pela participação na mesma vida de Deus.

A verdadeira caridade se expressa também em gestos de esmola. Não é para escamotear os imperativos da justiça, mas para atender uma dor ou a uma necessidade urgente que não sofre delongas. Mas ela sabe que, no mundo moderno, lhe incumbe uma função social muito mais vasta, que se pode resumir nos seguintes aspectos:

1 ) Ela complementa, não substitui as exigências da justiça, Caridade, sem justiça, é hipocrisia; mas justiça, sem caridade, não resolve, ou não pode resolver tudo. Porque a justiça mantém as distâncias; só a caridade supera o dualismo e propicia o diálogo que descobre os arranjos mútuos sem os quais seria impossível, muitas vezes, encontrar a solução para problemas individuais e sociais insolúveis à base exclusiva da justiça;

2 ) Caridade é o espírito que deve inspirar todos os gestos de nosso relacionamento com o próximo, mesmo os gestos de mais estrita justiça. Uma coisa é cumprir um dever, dar uma prestação, com um sentimento de rancor, outro é fazer isto mesmo de coração aberto e amigo.

A justiça obriga a atos exteriores; só a caridade extirpa a raiz amarga do ódio e purifica os afetos interiores;

3 ) A caridade prepara o caminho da justiça. Muitas iniciativas que se faziam por caridade foram integradas no âmbito do direito e hoje são obrigações de justiça. É ela enfim que se traduz no mandamento do amor, o qual, entendido a fundo e tomado a sério, encerra a solução de todos os problemas sociais: amai-vos uns aos outros.

Segundo Paulo, a CARIDADE é a terceira e a maior, a mais importante das três virtudes que o homem deve nutrir.

Assim como a Fé é a virtude que nos dá o conhecimento certo de Deus, assim também a Caridade é o verdadeiro amor de Deus. Para que nossa alma tenha verdadeiro amor por uma pessoa é preciso que ela primeiro conheça esta pessoa. Não podemos amar quem não conhecemos.

A Fé nos dá o conhecimento. A Caridade nos faz amar a Deus como Ele é, como O conhecemos pela Fé. A Caridade é a terceira virtude teologal, porque é Deus quem a infunde em nosso coração e, sobretudo, porque ela nos faz amar a Deus. Ela é toda relativa a Deus.

Amamos a Deus por causa da Sua perfeição infinita e de sua bondade. Deus é o próprio amor. Por isso, quando amamos alguém na caridade, esse amor nos foi dado por Deus. O Amor por si mesmo e o Amor ao Próximo

Para manifestar a Caridade na nossa vida, devemos amar a nós mesmos e ao próximo.

A virtude da Caridade deve ser praticada sempre.

M:.M:.Fernando Bicudo Salomão – ARLS Acácia do Rio Abaixo 35
Sto. Antônio do Leverger-Mt

segunda-feira, 4 de maio de 2009

"Perdemos o controle sobre as Drogas"



A GAZETA17 de Agosto de 2.007.

"Perdemos o controle sobre drogas", garante psiquiatra
Psiquiatra forense Zanizor Rodrigues: mais jovens estão se drogando
REALIDADE
Zanizor Rodrigues afirma que são formadas filas de usuários para atendimento no Hospital Adauto Botelho
Andréia Fontes Da Redação
Cerca de 900 pessoas procuram, por mês, atendimento no Centro Integrado de Apoio Psicossocial Adauto Botelho (Ciaps) e no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Droga (Caps). Das pessoas que são encaminhadas para tratamento prolongado, cerca de 60% são por dependência química. O psiquiatra Forense Zanizor Rodrigues da Silva afirma que "perdemos qualquer controle sobre a droga" e cita que são pessoas cada vez mais jovens que estão se viciando.
Hoje há filas para receber o atendimento. A diretora geral do Ciaps, Luciana Gomes de Souza, diz que seriam necessários pelo menos mais três centros para atender a demanda. Cuiabá tem apenas um, mantido pelo governo do Estado.
No Caps Álcool e Droga, único local público que interna dependentes químicos em Cuiabá, há uma média de 300 pessoas atendidas por mês e cerca de 150 em tratamento, também por mês. O local possui capacidade de 50 leitos e pelo menos 40 deles permanecem ocupados constantemente.
A diretora do Ciaps, que confirma o aumento da procura pelos dependentes, ressalta ainda que os dados são preocupantes ainda mais quando se observa que quase 50% da população em tratamento por dependência química são jovens na faixa etária de 20 a 30 anos. Além disso, 50% são solteiros, 50% não tinham trabalho, 94% são homens, 98% são de Cuiabá, 67% não estavam estudando e 40% não possuem o ensino fundamental.
Outro dado apontando pela diretora é que 70% dos internados para tratamento por dependência química são encaminhados pela Justiça. "A relação da dependência química com a criminalidade é muito próxima. Eu costumo comparar a situação dos dependentes com a de uma pessoa que, em um dia muito quente, não encontra água para beber. Multiplica essa sensação por mil para saber as consequências da droga. Daí vem as reações como o roubo, para conseguir dinheiro para comprar droga".
10% da população no país faz uso de entorpecentes
O aumento do consumo de droga acontece em todo o Brasil, segundo aponta a diretora do Ciaps Adauto Botelho, Luciana Gomes. Até no ano passado pesquisas apontavam que 6% da população fazia uso de alguma substância química. Este ano o índice já é de 10%.
Hoje, na porta de entrada do Ciaps Adauto Botelho, como é chamado o Pronto-Atendimento, são cerca de 500 a 600 atendimento ao mês. A maioria ainda é por esquizofrenia, mas seguido pelas diversas dependências químicas.
Luciana Gomes enfatiza que 74% dos pacientes em tratamento são alcoólatras, 15% viciados em maconha, 2% em pasta base e cocaína e 5% em tabaco. Os outros 4% são de difícil identificação, pois estão na classificação das variações, ou seja, uso de álcool com alguma droga ou mesmo de remédios controlados associados a outras drogas que acabam potencializando o efeito.
A diretora do Ciaps aponta que a situação de solidão, junto com a de não se sentir "encaixado" na sociedade, acaba levando o indivíduo para um quadro de depressão e a droga entra como uma forma de aliviar o sofrimento. "O crescimento do consumo da droga está relacionado com a organização da sociedade, com as relações familiares. Eu sempre digo que um filho que não é efetivamente adotado pelos seus pais, os traficantes o adota".
Luciana Gomes afirma ainda que a maioria das pessoas dependentes que procuram ajuda por causa de outros problemas clínicos causados pelas drogas.
Reforço - O secretário municipal de Saúde, Guilherme Maluf afirmou que a prefeitura só aguarda a liberação de recursos para alugar um prédio e contratar os profissionais para instalação do primeiros Caps Álcool e Droga pela prefeitura, mas este será apenas para tratamento ambulatorial. Para internação, ainda não há previsão de instalação. (AF)A GAZETA 24.09.2007MUNDO CÃO
Jovens de 18 a 25 anos representam 65% dos crimes do tráfico na CapitalMinistério Público apresenta um completo raio-x de como funciona o comércio ilegal de entorpecentes em Cuiabá
Integração das polícias e criação de um Serviço de Inteligência são medidas que podem influenciar na redução do tráfico e consumo de entorpecentes
Josi Costa Da Redação
Um relatório analítico produzido pelo Ministério Público de Mato Grosso aponta que jovens entre 18 e 25 anos estão envolvidos em 65% dos crimes de tráfico de entorpecentes em Cuiabá. O índice se baseia em 136 interrogatórios prestados em audiência de ações penais da 9ª Vara Criminal da Capital (Tóxicos), de junho a agosto deste ano.
A análise feita nesse período pelo promotor de Justiça, Marcos Machado, também mostra que 50% de homens e mulheres que exercem alguma função no comércio de drogas tem segundo grau ou ensino superior. Machado está empenhado em ajudar numa campanha institucional de mobilização da sociedade civil e dos órgãos públicos contra as drogas em Mato Grosso, além de sugerir medidas concretas e permanentes para repressão do crime.
No relatório foram consideradas condutas características de venda nas ruas, em bares, em casas que funcionam como bocas-de-fumo ou ainda por meio de mototaxi (disk-droga) na Capital. Ao serem interrogados em juízo, maioria dos acusados justifica que vende drogas para sustento próprio ou da família e por considerar a "atividade" um serviço leve, que não exige qualificação e de alta rentabilidade.
As principais profissões listadas pelos indiciados foram auxiliar de pintura, servente de pedreiro, serviços gerais, motorista, comerciante de bebidas e estudante, além daqueles sem ocupação definida. "O traficante procura o desocupado, mas temos casos de pessoas que estão deixando de comer ou de comprar uma vestuário para consumir drogas", conta.
Para ilustrar, Machado cita o caso de um homem que saía do trabalho todos os dias, ao final do expediente, e antes de voltar para casa, de bicicleta, passava numa boca-de-fumo. "Ele comprava uma cabecinha todos os dias e disse que era pra relaxar".
Quanto ao tipo de droga mais usada entre usuários de baixo poder aquisitivo ele cita a pasta-base de cocaína. Depois de passar por processo químico, o refugo da cocaína se transforma em pasta-base ou crack (pedra). A droga é considerada uma bomba-relógio pelos danos que causa aos usuários como taquicardia, febre, paranóia e sensação de medo e pânico, além de o uso prolongado da droga poder levar à destruição de tecido cerebral. "De cada 10 casos de apreensão, cinco são pasta-base", diz.
Ele diz que que o uso em grupo do entorpecente dificulta diferenciar o usuário do traficante, embora a figura do usuário traficante também tenha aumentado e 70% dos interrogados pedem para passar por exame toxicólogo, que confirma a versão. A nova lei sobre porte e tráfico de drogas não chega a descriminalizar nenhuma substância considerada ilegal, mas distingue e pune o usuário dependente com penas socioeducativas aplicadas por juizados especiais criminais, como prestação de serviços à comunidade ou inscrição em programas de tratamento. "Sou contra a descriminalização. Com o abrandamento da da penalidade aumentou o consumo, temos mais pessoas entorpecidas no meio social que podem matar para ter a droga. Cinquenta por cento ou mais dos traficantes são usuários".
O promotor insiste na necessidade de ampliação do serviço do Centro de Apoio Psicossocial (Caps), que trata dependentes químicos, já que a Capital conta com apenas uma unidade. Uma matéria feita há dois meses pela reportagem mostrou que projetos como Lar Cristão, no CPA, e Associação Manassés, no bairro Pedregal, onde o tráfico é um dos principais problemas do local, por exemplo, não sofrem qualquer tipo de fiscalização por parte dos órgãos públicos. Nas duas, a estrutura prometida para tratamento de usuários é precária.
Porta de entrada - Ele diz que a droga entra em Cuiabá das formas "mais simples do mundo" em vans em que os motoristas vêm supostamente passar o dia em Cuiabá e deixam o veículo na cidade até que o material chegue ao destinatário ou de carona, através de caminhoneiros, entre outras, que não exigem qualquer criatividade. "Estão entregando droga como se entrega uma correspondência", resume. "Cáceres está a 200 quilômetros daqui", cita, ao apontar a porta de entrada da droga no Estado, já que faz divisa com a Bolívia.
Há 5 dias, o juiz Alex Nunes de Figueiredo, da 3ª Vara Criminal de Execuções Penais daquele município, proibiu novas transferência para a cadeia local como determina o artigo 85 da Lei de Execuções Penais que não permite superlotações. A cadeia de Cáceres foi projetada para 192 presos e já abriga 294.
Machado diz que o MPE e a juíza Maria Cristina Sales, da 9ª Vara Criminal têm tentado realizar um trabalho extra-processual para conscientizar a população e ou governo do estado quanto à gravidade do tráfico na Capital. "Estamos buscando apoio institucional e de órgãos públicos", diz. "Cuiabá tem alto índice de criminalidade. Enquanto não fizer um trabalho sério e eficaz continuam os assaltos, furtos e homicídios", analisa. "O tráfico urbano tem por característica desorganizar a vida da sociedade", alerta.
Fragilidade - Ele diz que não é de hoje que o tráfico se tornou banalizado e aponta alguns fatores que favorecem o crime como a desarticulação entre as polícias Civil e Militar e a falta de um serviço de inteligência, monitoramento e repressão específico e contínuo em Cuiabá.O promotor insiste que esse trabalho precisa ser desempenhado por uma equipe de policiais com conhecimento técnico em entorpecentes e em produção de provas que vão desde à memória do policial que faz o flagrante, ao registro fotográfico do local do crime, por exemplo. "A polícia técnica não deveria ir ao local do flagrante e fotografar?", questiona, ao lembrar ainda que as agressões e arbitrariedade cometidas contra os acusados também fragilizam as provas em juízo e favorecem a absolvição de indiciados.
Para ele, dificultam ainda a repressão e combate ao tráfico, os casos de convivência policial com o crime, especialmente aqueles que são dependentes e protegem a boca-de-fumo em troca da droga. Machado defende a reativação da Delegacia de Repressão a Entorpecente (DRE), há dois anos, embora ressalte o bom trabalho desenvolvido nos Centros Integrados de Segurança e Cidadania (Ciscs) que passaram a concentrar os casos.
O outro problema está na fronteira do Brasil com a Bolívia. "O Gefron foi desmantelado", diz, ao se referir ao Grupo Especial de Fronteira (Gefron) criado há 5 anos pelo Estado, para apoiar os órgãos federais responsáveis pela segurança entre o Brasil e a Bolívia, dentro de Mato Grosso.O promotor defende ainda a criação de um fundo estadual antidrogas para receber todos os valores provenientes de alienações, leilões ou apreensões de imóveis, dinheiro ou meios de transportes de condenados pelo tráfico e outros comprovadamente obtido pela prática do crime.
Segundo ele, nem as multas tem sido aplicadas no combate ao tráfico dentro do sistema prisional, já que os valores são recolhidos em conta único do Tribunal de Justiça (TJ/MT), por uma decisão administrativa.
A instalação, no Fórum Criminal, de uma vara especializada para processar e julgar os casos de uso de entorpecentes e a criação de um serviço que auxilie o PM na articulação de ações entre a Central de Inquéritos, a 9ª Promotoria Criminal e a Promotoria da Infância e Juventude nos casos de tráfico e uso de drogas. "Vão dizer que faltam recursos e não posso aceitar essa resposta. Há o gestor de dinheiro público que cumpre o orçamento e o gestor de política pública que respeita o orçamento mas procura priorizar ações com remanejamentos, adequações", critica.
Em sua avaliação o combate ao crime de tráfico existe, mas é insuficiente. "Apesar das prisões efetuadas todos os dias, de inúmeros processos não alcançamos 40% da criminalidade", afirma.Outro lado - A reportagem procurou o secretário de segurança Pública, Carlos Brito, para comentar as críticas feitas do promotor de Justiça, na quarta (20), mas não havia espaço em sua agenda naquele dia e no dia seguinte ele estava com viagem marcada, segundo assessoria de imprensa.Organograma do tráfico
Chefe: comanda todas as ações do tráficoAutônomo: preparação e vendaAviãozinho: leva pequenas quantias de droga e traz pequenos valoresVapor: recebe a droga em consignação para venda e recebe parte para consumo próprio, em comissãoPerfil dos acusados70% homens30% mulheresFaixa etária65% de 18 a 25 anos25% de 26 e 50 anos10% acima de 50 anosEscolaridade20% primário30% primeiro grau30% segundo grau20% superior

ORDEM MAÇÔNICA

A IRMANDADE dos MAÇONS é a maior organização do mundo. Muito tem sido escrito a respeito. Todavia, para muitos, a Maçonaria ainda permanece um mistério. Nestas páginas buscamos relatar alguns fatos informativos e, também, corrigir algumas concepções errôneas.

A Maçonaria é uma associação iniciática, sem fins lucrativos, cuja origem se perde na antigüidade e que atualmente se faz formar por mais de onze milhões de membros em todo o mundo. É um sistema de conduta moral onde se aprende a controlar suas paixões e vícios bem como a praticar a fraternidade.

Somente são admitidos na Maçonaria homens livres e de bons costumes, sem distinção de raça, religião, ideologia política ou posição social. Exige-se do candidato, unicamente, que possua espírito filantrópico e o firme propósito de buscar sempre o auto-aperfeiçoamento.

Está baseada na crença em um Ser Superior, Deus, a quem denomina "Grande Arquiteto Do Universo", como princípio e causa de todas as coisas.

Apresenta-se rígida em seus princípios, mas é tolerante com as pessoas. Ensina a respeitar as opiniões dos outros, mesmo quando contrariam às próprias.

CONVIDAMOS a todas as pessoas, independentemente de serem Maçons, de encaminhar para o nosso e-mail: rioabaixo35@gmail.com trabalhos, dúvidas e idéias, serão sempre bem aceitas.

AOS IRMÃOS, CONVIDAMOS PARA TRABALHAR CONOSCO TODAS AS 2ª FEIRAS A PARTIR DAS 20.00HS NO NOSSO NOVO TEMPLO, RODOVIA PALMIRO PAES DE BARROS, ENTRADA DA CIDADE, LADO DIREITO. AGUARDAMOS AS HONROSAS PRESENÇAS DOS AMADOS IIR:.

ARLS Acácia do Rio Abaixo 35 - Santo Antônio do Leverger-MT

MAÇONARIA E A ALTA ESPIRITUALIDADE

Dangler Travassos Guimarães

SER MAÇOM

· Ser Maçom é ser amante da virtude, da sabedoria, da justiça e da humanidade;
· Ser Maçom é ser amigo dos pobres e desgraçados;
· Ser Maçom é querer a harmonia das famílias e paz na humanidade;
· Ser Maçom é educar com exemplo de amor e moralidade;
· Ser Maçom é praticar o bem esquecendo as ofensas sofridas;
· Ser Maçom é amar a luz, rendendo culto à razão e à sabedoria;
· Ser Maçom é ser tolerante, caridoso, sem distinção de crenças e opiniões, buscando sempre atingir a Fraternidade universal, sem fanatismo.

PARA SER UM MAÇOM É NECESSÁRIO:

· Ser temente a Deus;
· Crer numa vida futura após a morte como estímulo para esta vida de aperfeiçoamento;
· Amar ao próximo, eliminando o egoísmo;
· Respeitar a sociedade em que vive, condoendo-se com o sofrimento alheio;
· Contrapor-se aos vícios;
· Ser trabalhador; Se empregado, exemplar; Se empregador, humano e compreensivo;
· Falar só o necessário sem ferir a sensibilidade dos outros;
· Ser fiel à sua Pátria;
· Estudar sempre, buscando novos conhecimentos. Somente assim estará em condições de ser um dos “elos” da grande corrente que forma a sublime Ordem, a MAÇONARIA.

VERDADEIRO MAÇOM

· A Maçonaria não recebe candidatos de condutas duvidosas por ser uma Ordem de homens de bons costumes e não um reformatório;
· Os que tiveram a sorte de ser convidados e aceitos para o ingresso em seus quadros, têm a oportunidade de se melhorar mais ainda, se seguirem seus ensinamentos, dedicando-se aos estudos filosóficos Maçônicos, procurando fontes de sabedoria para seu esmerilamento com se faz com o polimento da pedra bruta;
· Ser Maçom não é fácil. Não basta ingressar na Ordem, ter boa freqüência, ser cordial com os demais irmãos, participar de todos os eventos, galgar todos os graus, vestir os paramentos e usar insígnias. Não! Isso é apenas o rótulo de Maçom;
· O Mestre Jesus disse: “Faça que te ajudarei”, o esforço deve ser todo nosso;
· O plano Espiritual Superior está fornecendo-nos fontes de conhecimentos, o resto só depende de nosso esforço e perseverança;
· Jesus disse também: “ Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Quanto mais preparada for a pessoa, mais se aproxima da verdade que ainda está muito longe de nós;
· Os Maçons devem buscar esses ensinamentos e pesquisar;
· A não divulgação desses conhecimentos adquiridos, demonstra egoísmo e orgulho, doenças espirituais que os Maçons devem combater para a sua própria elevação espiritual;
· Guardar para si só a sabedoria é pequenez espiritual; O Maçom precisa divulgar os seus conhecimentos, pois é dando que recebe;

domingo, 3 de maio de 2009

O SIMBOLISMO MAÇÔNICO COMO INSTRUMENTO DE APRENDIZAGEM





A:.M:. CHARLLES CABRAL DA SILVA
INTRODUÇÃO



Foi-me concedido o privilégio de escolher um tema para desenvolver meu segundo trabalho como Aprendiz Maçom. Digo privilégio no sentido de que, a meu ver, a liberdade de escolha é o pleno exercício da faculdade suprema do ser pensante: o livre-arbítrio.

De início, pensei em escolher dois ou três instrumentos de trabalho, ou outro símbolo da Maçonaria, pesquisar e discorrer sobre o assunto. Contudo, considerei que não poderia ir além da simples repetição do já foi dito com maior sabedoria pelos Mestres, e embora certamente pudesse aprender alguma coisa nova, isso seria limitado ao objeto escolhido.

Então me vi em grande dificuldade: o que escolher? E a dúvida me levou a pensar e refletir sobre o que realmente me interessava. Sobre qual assunto eu gostaria de me aprofundar... E o interessante é que, neste processo de dúvida e reflexão, aprendi algo muito importante. Aprendi que a liberdade de escolha nos obriga a pensar e refletir, ponderar e avaliar as vantagens e desvantagens desta ou daquela decisão. De forma que ficou claro que seja qual for a decisão, ela implica na responsabilidade única e exclusiva de quem decide, já que, sendo de caráter subjetivo, traduz-se em ação da qual não se pode atribuir culpa nem mérito a outrem, apenas a si mesmo.

De posse desse conhecimento que acabara de adquirir, foi fácil estabelecer o tema, pois me lembrei que já havia lido que a Maçonaria utiliza de símbolos e alegorias para transmitir conhecimento, ensejando ao iniciado o exercício da reflexão, do pensar por si mesmo. Exercício que praticara na tarefa de fazer uma escolha. Desta forma escolhi o tema: O Simbolismo Maçônico Como Instrumento de Aprendizagem.

A UTILIDADE DA SIMBOLOGIA

Porque a Maçonaria utiliza este método de ensino, baseado em símbolos e alegorias? Não seria mais simples se estabelecer fórmulas ou dogmas para transmitir conhecimento? Ora, após refletir sobre essa pergunta, concluí que a religião e a ciência já o fazem. E o resultado é que raramente produzem conhecimento novo, apenas geram repetidores de idéias pré-concebidas, destinados a fazer proselitismo, ou formam técnicos aptos a executar tarefas mecânicas. Poucos são os filósofos e cientistas de verdade.

Já na Antiguidade, Platão considerava o conhecimento como algo vivo e dinâmico, e não como um sistema de doutrinas pré-adquiridas e retransmitidas. O conhecimento verdadeiro só é adquirido por meio da busca inquietante, da reformulação constante das questões e da multiplicação dos modos de abordagem dos problemas. Ou seja, um esforço contínuo para se pensar mais profunda e claramente.

O ato de pensar, racionalmente, advém da ignorância, ou seja, da falta conhecimento que se expressa pela dúvida. Daí os questionamentos: Quem sou? De onde vim? Por que existo?

Descartes descobre sua primeira verdade partindo da dúvida, pois o fato de pensar revela a existência de algo que pensa: “O que é este algo? Sou eu. Penso, logo existo. A minha própria dúvida demonstra a minha existência de duvidador. De outra maneira, nem a própria dúvida poderia existir.” Estabelece assim, como princípio, duvidar de tudo, rejeitando como absolutamente falso tudo que pudesse conter a menor parcela de incerteza.

Embora sua linha de raciocínio seja base do racionalismo, que é contrário ao método de ensino através dos símbolos, parte do mesmo princípio, o de que o duvidar, o pensar e refletir, são o alicerce da edificação do conhecimento.

Quando o Aprendiz lê uma instrução, ou estuda um determinado símbolo, pesquisa as diferentes interpretações dos vários autores maçônicos, percebe nuanças e gradações, variações diversas sobre o assunto, de forma a instigar sua imaginação a buscar a interpretação que mais lhe inspire verossimilhança e contemple a sua razão. Ao analisar essas pequenas diferenças tira suas próprias conclusões e estabelece a sua verdade, que jamais será absoluta, no instante em que se torna ponto de partida a novas indagações, constituindo um processo no qual o aprendizado se torna eterno (polimento da Pedra Bruta) e o saber um ideal (a Pedra Polida).

Desde a Sessão de Iniciação o candidato se depara com uma farta simbologia, rica em detalhes e fases, seja na decoração do Templo, seja nos discursos e passagens do cerimonial. Esta simbologia, a princípio destituída de sentido pela ignorância do profano quanto aos Ritos e a significação das imagens e alegorias, torna-se, com o tempo, o meio comum com o qual se transforma num iniciado real, ou seja, aquele que a estuda com fito de dominar e vencer as paixões e as fraquezas humanas. Mais ainda, objetivando compreender o real sentido da vida.

A propósito, Nicola Aslan ensina: “... a Iniciação Real só se pode ser conseguida por aquele que se torna seu próprio Guia, Mestre e Iniciador. Se o Candidato for ‘iniciável’, cedo ou tarde compreenderá; senão, jamais poderá conseguir transpor os umbrais da Iniciação que, para ele, permanecerá indefinidamente simbólica, mesmo depois de muitas décadas dentro da Instituição.” Verifica-se daí, que toda essa simbologia tem um objetivo prático, bem definido, qual seja, o de produzir o aprendizado necessário para transformar um homem comum num homem de elite. AS FONTES DA SIMBOLOGIA MAÇÔNICA

Com o declínio da Maçonaria Operativa, onde o estilo gótico foi substituído pela Renascença, foram introduzidos na instituição os chamados Maçons Aceitos, geralmente membros da Aristocracia, homens cultos e preocupados em corrigir as deficiências morais e recuperar a sociedade corrompida pela imoralidade derivada de mais de dois séculos de lutas político-religiosas. E tornaram-se, com o passar do tempo, a maioria dos membros das lojas, elevando o nível intelectual da instituição. Indubitavelmente os Rosacrucianos, por volta dos princípios do séc. XVIII foram os responsáveis pelas modificações paulatinas do Ritual, transformando aos poucos a “recepção” dos novatos em “iniciação” propriamente dita.

A Bíblia e a Cabala são a fonte do mais rico manancial de onde foram baldeados os elementos do Simbolismo Maçônico. Da mesma forma, o Ocultismo com seus sistemas filosóficos, e as Artes dos Mistérios, advindos do conhecimento dos povos antigos, também contribuíram substancialmente com este Simbolismo.

Os conteúdos esotéricos dos colégios iniciáticos da Antiguidade, e dos quais a Maçonaria é herdeira, eram a base do ensinamento ministrado sob a forma de Ritos e Símbolos. Os gestos e a encenação eram considerados muito mais eloqüentes que as palavras, pelo fato de que neles estavam contidos os princípios que deveriam ser adivinhados, forçando o iniciado a raciocinar, a pensar, e retirar de si mesmo o fruto do conhecimento.

Dos Maçons operativos permanecem as colunas arquitetônicas e as ferramentas profissionais, bem como algumas figuras geométricas. De origem mágica temos como exemplo o Pavimento Mosaico, as velas, o incenso e as espadas. Já a Câmara das Reflexões guarda os símbolos Herméticos dos quatro elementos: Terra, Ar, Água e Fogo. Da Numerologia a Maçonaria herdou o esoterismo dos números: o número três, por exemplo, está intimamente ligado ao Grau de Aprendiz, demarcando a idade, a marcha, a bateria, o toque, etc. O Delta Sagrado, o Tetragrama, o Selo de Salomão e as Palavras Sagradas e de Passe, são elementos advindos da Cabala. A Astrologia está representada na abóbada celeste e nas doze colunas zodiacais e, ainda, a Quiromancia é revelada nos toques.

Esta rica simbologia, migrada das mais diversas procedências, é o guia para a mente atenta do Maçom que realizou a iniciação real e interior.

Nos dias atuais, em que o progresso científico se expande em todas as áreas, e os conhecimentos humanos se multiplicam indefinidamente, o racionalismo, baseado na observação metódica, apenas valoriza o que é preciso, fixado e estabelecido como verdade, se expressa como inimigo de todo simbolismo, o qual se limita a sugestões imprecisas e dirigidas ao imaginário. Desta forma, muitos são os que, imbuídos deste sentido científico-positivista, passam por cima do simbolismo permanecendo na Maçonaria sem compreender o seu valor, continuam com suas idéias e objetivos meramente profanos, ou então se retiram da instituição por não encontrar motivação e correspondência às suas aspirações. O CARÁTER ESOTÉRICO DA SIMBOLOGIA MAÇÔNICA

Os povos da Antiguidade ministravam um ensinamento religioso formal e repleto de atividades sagradas às grandes massas. Contudo, paralelamente, ensinavam de forma interiorizada e oculta estes mesmos princípios religiosos, com mais profundidade, aos homens dotados de moral e espiritualidade dignas de recebê-los. E a essa ensinança especial denomina-se esotérica, interior.


A Doutrina Esotérica é essencialmente iniciática, pois é unicamente atingida por aqueles que são iniciados, ou seja, que ingressaram num estado de consciência interior, no qual ela pode ser reconhecida, compreendida e realizada, tornado-se uma Verdade Universal, que é ao mesmo tempo Ciência, Filosofia e Religião.

Esta Doutrina Universal é, ainda, ministrada pela Maçonaria. O esoterismo e o simbolismo, que foram a essência de todas as doutrinas iniciáticas do passado, continuam sustentando, como verdadeiros pilares, todo o conteúdo do ensinamento maçônico. São a receita transmitida pela tradição aos obreiros dos dias atuais.

Oswald Writ comenta: “... as lutas religiosas sempre caracterizaram aqueles períodos durante os quais, pela imensa maioria de seus dirigentes, foi perdida de vista aquela essência interior que constitui o espírito da religião, sendo compreendido unicamente o aspecto profano e exterior. Pois o fanatismo sempre tem sido acompanhado da ignorância.”

CONCLUSÃO

O novo Maçom inicia sua trajetória como aprendiz, e nesta qualidade limita-se a acumular conhecimentos práticos e teóricos, litúrgicos e ritualísticos, simbólicos e filosóficos. Conhecimentos que lhe proporcionarão, quando chegar a Mestre, a cultura indispensável ao bom desempenho de suas atividades.

Desta forma pretende a Maçonaria, através de seu ensinamento baseado na Simbologia e Ritualística, transformar profanos em iniciados, cujos objetivos consistem em empreender esforços para seu próprio aperfeiçoamento, em benefício de seus semelhantes. Pois o desenvolvimento moral e intelectual próprio é a primeira condição para que se possa trabalhar para os outros. Para isto o Aprendiz impõe a si mesmo rigorosa disciplina no sentido de controlar e dirigir seus atos, gestos, e sobretudo, palavras, evitando todo e qualquer tipo de excesso.

Para finalizar, extraí parte do Discurso aos Novos Iniciados, dirigido por Oswal Wirth, e constante do prefácio da Edição de 1931 do seu “Livre de L’Apprenti”.
“Ao iniciar-vos em seus mistérios, a Maçonaria convida-vos a vos tornardes homens de elite, sábios ou pensadores, erguidos acima da massa que não pensa.

Não pensar, é consentir em ser dominado, conduzido, dirigido e tratado demasiadas vezes como besta de carga.

É por suas faculdades intelectuais que o homem distingue-se do bruto. – O pensamento torna-o livre: dá-lhe o império do mundo. – Pensar é reinar.

(...)

A intelectualidade moderna não pode continuar a debater-se entre dois ensinamentos que um e outro excluem o pensamento: entre as igrejas baseadas sobre a fé cega e as escolas que decretam os dogmas das nossas novas crenças científicas.

O pensador não é o homem que sabe muito. Não tem a memória sobrecarregada de lembranças que estorvam. É um espírito livre, que não é necessário catequizar nem doutrinar.

(...)

Repugnam à Maçonaria frases e fórmulas, das quais se apoderam espíritos vulgares para se ataviarem de todos os ouropéis de um falso saber. – Quer obrigar os seus adeptos a pensar e não propõe, em conseqüência, seu ensinamento senão velado sob alegorias e símbolos. Convida a refletir, para que se possa chegar a compreender e a adivinhar.

Esforçai-vos pois, meus IIrm:., para vos mostrardes adivinhos, no sentido mais elevado da palavra. – Não sabereis em Maçonaria senão aquilo que por vós mesmos encontrardes.

(...)”

BIBLIOGRAFIA

ASLAN, Nicola, Comentários ao Ritual de Aprendiz – Vadimecum Iniciático. 3.ed. Londrina: Ed. Maçônica “A TROLHA”, 2006.

PLATÃO, Os Pensadores. Ed. Nova Cultural, 2006.

DESCARTES, René, Discurso do Método. Ed. Martin Claret, 2005.